Durante toda minha vida sem que eu percebesse no início eu recebi a ajuda de varios mestres que tiveram a maior paciencia do mundo comigo, justamente porque eu era muito impaciente, queria o resultado de tudo na hora.
O primeiro que consigo perceber hoje, foi minha mãe que no seu modo de vida simples, catolica e com uma fé inabalavel me ensinou os primeiros passos em direção a algo alem da materia, de coisas que eram faladas sem serem ditas, leu pra mim os primeiros livros sobre pensamento positivo, me ajudou a começar a ler sobre o cristianismo, sobre assuntos esotericos, me deu a formação cristã que tenho hoje, acredito num Cristo, energia suprema que já passou por aqui sob forma humana, acredito em Deus na forma de um Amor perfeito, sublime e insondavel, mas muito proximo de mim.
Meu segundo mestre foi um padre franciscano, Frei Wilson, isso aos 13 , 14 anos, ate meus 17 anos, me mostrou a igreja catolica, me ensinou a ler a biblia e as suas diversas interpretações, de acordo com a sua maturidade espiritual, até hoje tenho uma biblia por ele me presenteada, eu acho que provavelmente é o maior livro de parapsicologia, ufologia, filosofia, e muitas outras fias mais que ja apareceu sobre a Terra, ainda que tenha sido totalmente deturpada, alterada segundo a conveniencia de uns e outros nas mais diferentes fases da humanidade.
Mesmo assim, não perdeu sua essencia, seu fescor, sua capacidade de conduzir mentes abertas, preparadas e que tenham sede por entender o que se passa na vida, e quer evoluir.
Como todo adolescente rebelde, me rebelei com essa fase catolica, e fui ler lobsang rampa, li todos os livros, começei a ler sobre discos voadores, ocultismo, realismo fantastico, Despertar dos magicos e muito mais, até que cheguei com pouco mais de 19 anos a minha terceira mestra.
Dona Cotinha, uma senhora de 80 e tantos anos, que nos seus 20 anos, em 1920 e pouco, desafiou a estrutura social da epoca e foi ler a Doutrina Secreta, uma coisa ultrajante para os padrões da epoca. Com ela e toda a sua experiencia, bagagem, beleza de conduta, uma biblioteca espetacular, me mostrou os primeiros passos com propriedade rumo ao ocultismo, as iniciações, as provações, aos presentes que cada situação vivenciada proporcionava, com ela fiz magia, fiz execercicios de 4 dimensão, de quinta dimensão, descobri sobre a chama violeta, tecnicas de proteção vinculadas a energias luminosas, teosofia.
Li muito sobre Annie Besant, Leadbeather, Blavastky, Gudjeff, Jinarasadaza, Sidartha Gautama, Sir Aurobindo, Aleister Crowler, Yogananda, poder do pensamento positivo, maçonaria, rosa cruz, opus dei, a maioria por curiosidade, eita curiosidade que atrasa a nossa evolução né? Eu sempre levava livros da Dona Cotinha que achava interessante, pra matar minha curiosidade, e ela na sua sabedoria imensa, deixava, e quando eu ja estava de saida de nossas tardes de bate papo na sua casa, ela sempre me dava um livrinho ou outro e pedi: eu queria te pedir pra ler mais este aqui, se der leia até o final, se não der leia até onde achar que vale a pena.
E claro, hoje eu vejo isso perfeitamente, era o que realmente interessava para minha evolução, era a medida exata do que eu precisava aprender, o resto que lia era legal, tinha um efeito espetacular sobre meu ego, sabia cada vez mais sobre os mais diversos assuntos. Dominava tecnicas de magia bem interessantes.
Mas aos poucos com a sabedoria de quem já estava la e ainda ficav aqui por bondade, me presenteava com tesouros alem da imaginação de conhecimento e formas de conduta.
Durante mais de 10 anos minha mestra me ensinou, me protegeu de mim mesmo. Atravessei o terreno mais arriscado da minha vida com ela na minha retaguarda, dominava uma forma descomunal de manipulação de energia, materializava qualquer coisa em questão de dias, as vezes horas, e nem sabia o perigo que corria, e virar um mago do ter, da materia.
Um dia minha mestra se foi, ai que saudade deliciosas que da dela, mas deixou a semente de que a vida é mais do que ter, e que um dia certamente eu iria me saciar desse ter e começaria a busca por algo mais, teria a chance de usar tudo que aprendi em função de algo maior e menos egoista que ter. Era só questão de tempo...
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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